• A TV Ambiental é um canal de televisão a cabo, comunitário, com foco nas questões ambientais e no desenvolvimento sustentável.


• A emissora é transmitida no Canal 10 da Operadora NET, no Canal 3 da Operadora RCA, na Grande Vitória – ES e "online" pelo site www.tvambiental.com.br


• O canal exibe em sua programação questões locais da Grande Vitória e do Estado do Espírito Santo, sem deixar de abordar os temas nacionais e globais sobre sustentabilidade;


• O objetivo da emissora é estabelecer um diálogo aberto com a sociedade, produzindo reportagens e debates que possam aprofundar assuntos de interesse social e difundir boas práticas para o desenvolvimento sustentável das comunidades;


• Parte da programação é produzida especialmente para o canal, os demais programas são gerados por outros produtores, comunidades e exibidos no canal;


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EDITORIAL DO MÊS

O SURTO DE FEBRE AMARELA NO BRASIL DO SÉCULO XXI

A recente epidemia de febre amarela que abateu o sudeste do Brasil neste início de 2017, nos obriga a conhecer mais de perto a doença e as formas de evitar sua proliferação nas áreas urbanas onde se concentram a maior parte da população do país.

Vale ressaltar que as duas regiões principais de febre amarela no mundo são as bacias hidrográficas do Rio Amazonas, no Brasil, e do Rio Congo, na África.

Na África, ocorrem epidemias de febre amarela urbana em regiões contíguas a regiões de floresta tropical onde a febre amarela é enzoótica(doença da fauna peculiar a uma localidade ou constantemente presente nela).

No ano passado(2016), ocorreu um surto de febre amarela em Angola que não foi contido a tempo e passou da área silvestre para urbana, matando mais de 370 pessoas.

A doença tem se apresentado em todos os países do continente americano desde o México até a Argentina com exceção de El Salvador, Uruguai e Chile.

Embora casos esporádicos ocorram todos os anos, seu perfil epidemiológico se caracteriza por apresentar-se em surtos que se manifestam de forma cíclica (um intervalo de sete a dez anos), conseqüente a epizootias (epidemias em animais). Isto se deve em parte porque a população de macacos imunologicamente suscetível é renovada em taxas baixas após uma epizootia. Na população humana, as epidemias aparecem de forma irregular devido a fatores interferentes entre o hospedeiro suscetível e o vetor silvestre infectado.

No Brasil, a febre amarela silvestre é enzoótica, ou seja, ocorre naturalmente na fauna  que compreende uma enorme área, constituída pelos estados do norte e centro-oeste do país e o Distrito Federal.

O Vírus Amarílico, ou Vírus da Febre Amarela (VFA), sem detecção no Estado do Rio Grande do Sul desde a década de 60, voltou a ser registrado no ano de 2001 em amostras de um exemplar de Alouatta caraya (bugio-preto), mesma época em que foram relatados cerca de 80 óbitos de primatas na região (SALLIS et al., 2003b) ) e feito o isolamento do vírus em mosquitos silvestres (VASCONCELOS et al., 2003).

O Virus da Febre Amarela é um *arbovírus africano do gênero Flavivirus (família Flaviviridae). Este flavivírus provavelmente chegou às Américas carreado pelo Aedes aegypti (TRIBE, 1960). O primeiro registro oficial de Febre Amarela Silvestre no Brasil se deu no Vale do Rio Canaã, Espírito Santo, em 1932 (SOPER et al., 1933).

arbovírus é um vírus que é essencialmente transmitido por insetos(artrópodes), como os mosquitos. Ficam armazenados no corpo de artrópodes e por vezes proliferam, sem efetuar dano ao animal.

Primatas com evidências sorológicas de infecção por febre amarela foram identificados em dez Estados no Brasil, geralmente nas mesmas regiões onde casos humanos de febre amarela ocorreram (KUMM; LAEMMERT, 1950).

No Brasil, a Febre Amarela tem caráter sazonal, ocorrendo mais frequentemente entre os meses de dezembro a abril (ROMANO et al., 2011), quando fatores ambientais (tais como maior precipitação e temperatura) propiciam o aumento da abundância dos vetores (VASCONCELOS et al. 2001; VASCONCELOS, 2010).

No ciclo silvestre, mais complexo e menos compreendido, a transmissão envolve principalmente primatas não humanos (PNH) e mosquitos diurnos que se reproduzem em cavidades de árvores no dossel (MONATH, 2001).

Nesse ciclo, destaca-se a participação dos gêneros Haemagogus e Sabethes na América Latina (VASCONCELOS, 2003). Os PNH, dado o curto período de viremia durante o qual podem transmitir o vírus para mosquitos, são hospedeiros. Os mosquitos são os reservatórios transmissores do VFA, pois, uma vez infectados, assim permanecem por toda a vida (MONATH, 2001; VASCONCELOS, 2003), havendo comprovação de transmissão vertical (BEATY et al., 1980).

Evidências sugerem que outros animais, como marsupiais arborícolas e roedores, possam ter papel secundário no ciclo de manutenção viral, especialmente em áreas onde os Primatas não humanos(PNH) estejam ausentes ou já imunes ao VFA (MONATH, 1998; THOISY et al., 2004).

Os Primatas não humanos(PNH) têm um papel fundamental no controle da Febre Amarela em humanos, sendo consideradas pelo Ministério da Saúde “sentinelas” em relação à circulação do vírus da Febre Amarela.

A observação de mortes de macacos com suspeita de febre amarela serve como sinalizador para o eventual risco do aparecimento da doença na população humana, possibilitando a adoção de medidas profiláticas (COSTA et al., 2011).

A questão principal é que a transmissão da doença ainda se encontra restrita as áreas silvestres ou arredores, feita apenas ao mosquito transmissor da febre amarela silvestre, não tendo ainda contaminado o Aedes aegypti, que é o mosquito mais comum nas áreas urbanas e hoje responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e Zica.

Portanto, além de tomar vacina contra febre amarela, todos nós devemos evitar e combater incansavelmente a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que além de ser um potencial transmissor da Febre Amarela é também o vetor das principais epidemias tropicais que temos hoje no Brasil.

Faça sua parte, combata e denuncie os focos de mosquitos existentes próximos a sua casa ou seu trabalho.

Todos juntos contra a Febre Amarela

Fontes de pesquisa:Biotemas, 25 (3), 217-225, setembro de 2012 ISSNe 2175-7925 doi: 10.5007/2175-7925.2012v25n3p217 – autores: Marcos de Souza Fialho, Rodrigo Cambará Printes, Marco Antônio Barreto de Almeida, Plautino de Oliveira Laroque, Edmilson dos Santos, Leandro Jerusalinsky http://www.cpqrr.fiocruz.br/informacao_em_saude/CICT/febre_amarela/febre_amarela.htm



Almir Bressan Junior
Diretor da TV Ambiental

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